Dançando ao ritmo do carnaval! O projeto Saberes Ancestrais do Areal da Baronesa com apoio da Misturaí, encerrou sua segunda edição neste fim de semana com um cortejo pelas ruas do bairro Santana e dispersão na Vila Planetário. Com o objetivo de utilizar a música e a arte como ferramentas de emancipação dos jovens e das comunidades, as oficinas de percussão e dança foram ministradas pela equipe do Areal, com foco no próximo Carnaval, enquanto a Misturaí assumiu as oficinas de trompete e trombone, com os professores Gabriel Luzzi e Lívia Fontoura, do Gurizadaí. Foram quatro meses de trabalho. O projeto teve o financiamento da Secretaria de Cultura do Estado do RS, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul (LIC RS) e da Lei Aldir Blanc (Lei nº 14.017/2020).

Jeyse Alvarez, assistente social e produtora executiva do projeto, ressalta a importância do legado ancestral. “O nome do projeto faz alusão à história das nossas comunidades negras. Por meio da musicalidade, queremos dar sequência aos saberes que nossos ancestrais trouxeram na diáspora da África.”
Vale destacar a capacidade de integração das duas organizações, ambas lideradas por mulheres, “Isso é o que mais me impressiona”, aponta Jeyse. A experiência com a Misturaí se mostra orgânica e colaborativa, e, após esta segunda edição, a parceria projeta novos caminhos. Segundo ela, para um projeto é necessário a participação de muitas pessoas pensando coletivamente, como educadores, corpo diretivo e uma produtora musical.
Para 2026, o Areal prevê novos projetos voltados à cidadania, musicalidade, cultura e arte. As ações também envolvem crianças e buscam consolidar a parceria com a Misturaí.
Texto: Jomar Nehemias Maita/Estagiário – Supervisão e edição: Cátia Chagas /Jornalista Reg Prof 8512
Foto: Cátia Chagas/Misturaí


