Crianças e adolescentes respiram arte neste semestre na Misturaí

A arte como inlcusão e empoderamento. A oficina de Grafite, a segunda do Circuito Cultural do Ponto de Cultura Misturaí, ministrada pelo artista visual Felipe Reis, coloriu o muro da Vila Planetário, que fica no conhecido Redondo. A oficina faz parte do projeto de formação e intercâmbio cultural com o apoio financeiro do Ministério da Cultura/PNAB e da Secretaria da Cultura – Pró-Cultura, assim como a de DJ e Mixagem e a atual de Produção Audiovisual. As oficinas seguem até o primeiro semestre do ano que vem, com o objetivo de fortalecer a cultura como instrumento de emancipação e beneficiar 120 pessoas.

Na oficina de Grafite, encerrada recentement, Felipe Reis estimulou a turma a criar o conceito a ser desenhado. “A ideia surge deles: pintar a Marielle e escrever a frase, vidas negras importam”, relata. Para ele, a arte abre portas para outros conhecimentos e, por meio do grafite, transmite mensagens à população. Reis se destaca por ter participado do primeiro mural feito por artistas negros em Porto Alegre, no Centro da cidade.

Oficina de Dj (Foto: Cátia Chagas/Misturaí)

DJ e Audiovisual

A música marca o ritmo das oficinas de DJ que, junto à capacitação audiovisual, oferecem ao público, um novo olhar sobre o uso dessas ferramentas. Outubro e novembro marcaram o início de uma jornada que se intensifica. Na avaliação da presidenta da Misturaí, Adriana Queiroz, “é com esse tipo de ação que a transformação social acontece”.

Além disso, a gurizada avança na mixagens de diversos ritmos. As aulas de DJ, que foram ministradas por Mariana Gonçalves, despertaram grande interesse. O plano agora instituição é fazer com alunos e alunas coloquem em prática a técnica que aprenderam.

Oficina de Audiovisual ( Foto: Jomar Maita)

No momento, as crianças e adolescentes do programa estão participando da Oficina de audiovisual, sob a orientação de Crystom Fronario. No roteiro, eles aprendem tipos de planos, etapas de produção, o conceito de documentário e as possibilidades de uso do celular. “Na comunidade, o cinema comunitário pode transformar a vida dos moradores”, afirma Afronário.

Texto: Jomar Nehemias Maita/Estagiário – Supervisão e edição: Cátia Chagas/ Jornalista Reg Prof 8512